Acho que algumas pessoas se rebaterão contra mim após ler este artigo, mas, por mais dura que seja, é a verdade.
Vamos começar com exemplos. Se você estivesse muito doente, você realizaria seu tratamento com um técnico em enfermagem? Acredito que não. No Jornalismo, apesar de não estar lidando com a saúde das pessoas, está mexendo com o intelectual, formando opiniões e deixando-o a par de todos os acontecimentos da atualidade.
Já sei a resposta. Você escreve demasiadamente bem e acha que isso é o suficiente. Esta é uma concepção incorreta de se fazer Jornalismo. Existem teorias (do Jornalismo, da Comunicação), bem como ênfases (de Assessoria de Imprensa e Jornalismo) as quais modificam totalmente a maneira de expor as palavras.
Quando se escreve para alguém ler, o mínimo que posso é escrever corretamente, principalmente em veículo de grande tiragem. Usar, de maneira objetiva e correta, leads, cartolas, linhas de apoio, créditos (sem falar nas vírgulas, acentos, pontos e assim por diante) é fundamental.
Escrever em jornais e revistas, com real conhecimento e não somente por “saber escrever”, é uma virtude para poucos. Deve haver preparo. Não é como escrever poesia. Jamais! È um ato que rege a intelectualidade e que precisa de concentração.
Poderia citar mil exemplos.
Mas antes que eu me esqueça: quer colocar aparelho nos dentes com a secretária do dentista?
Bem, eu também não quero ler conteúdo mal preparado (mal escrito, mal elaborado) que a mim, não acrescenta em nada.