Alguns dizem que ter um emprego, conseguir um serviço ou ter um trabalho é tudo a mesma coisa. Errado. Não é. Pelo menos no meu ponto de vista. O emprego, nos dias de hoje, é visto como um “ contrato entre duas partes”, onde o empregado é sujeito a uma rotina. Ele acorda, toma café, sai de casa, bate o ponto, senta em frente ao computador e, às 11h45, sai para almoçar. Retorna às 13h30, bate novamente o ponto, senta em frente ao computador, bate um papo no MSN, e, às 18h, finalmente, vai para casa.
Já o serviço é, praticamente, o oposto. O sujeito está em casa, por volta das 09h45 da manhã, dormindo. De repente, toca o telefone. O interlocutor é um homem que precisa de alguém que possa “ fazer um bico”, ou que possa se comprometer, pelo menos naquela semana, a realizar alguma atividade. Conheço várias pessoas assim. Ao término do período de contrato, na semana seguinte, às 09h45, ele continua lá, dormindo. Sem perder tempo, o pagamento deste período foi gasto em festas, bebidas, mulheres, e até, quem sabe, saldar uma conta atrasada.
Ah, mas o trabalho. Este é para quem se compromete. E afirmo com todas as certezas: não cabe a qualquer um. Ele é digno àqueles que sabem da importância de conquistar uma casa própria, um carro de passeio ou realizar uma viagem no final do ano. O verdadeiro profissional que almeja dignificar sua vida, através do trabalho duro, aquele que no outro dia levanta cansado, porque trabalhou até tarde. Que no início do mês conseguiu pagar sua contas, não deixando nenhuma para trás, e se deixou, foi porque a faculdade consome parte de sua remuneração.
Você se encaixa em qual desses substantivos?